Golpe na América Latina
O senado paraguaio iniciou na sexta-feira (22) um golpe a democracia. Por 39 votos a favor e apenas quatro contra, o presidente da república do Paraguai, Fernando Lugo, foi derrubado. Mesmo com o apoio da maioria do povo, principalmente do interior do país, os parlamentares afinados com a oligarquia, a igreja e a mídia tradicional, aprovaram o impeachment de Lugo.
O porquê da insatisfação dos conservadores: Lugo buscava avançar na reforma agrária entre outras políticas sociais que beneficiaram a maioria do povo do paraguaio.
Leituras na rede
“Os argumentos apresentados pela acusação no processo relâmpago contra Lugo foram baseados somente em matérias publicadas pelos jornais locais. A defesa do presidente teve apenas algumas horas para montar a argumentação e, segundo apoiadores de Lugo, o documento que o afastou já estava pronto na quinta-feira (21)”.
> Caros Amigos
“De olho nas eleições de abril de 2013, a oligarquia, a Igreja e a mídia (leia a entrevista com o Presidente do Equador, Rafael Correa, nesta pág) queriam a destituição do ex-bispo eleito em 2008, cuja base de apoio é maior no interior (40% da população vive no campo), sendo porém pouco organizada e pobre (30% está abaixo da linha da pobreza). A pressa evidenciada no rito sumário da votação, questionável até do ponto de vista jurídico, tinha como objetivo impedir a mobilização desses contingentes dispersos, pouco contemplados por um Estado fraco, desprovido de receita fiscal e acossado por interesses poderosos “
> Carta Maior
“Não temos dúvida de que o golpe, além de interessar à oligarquia paraguaia, se insere na ofensiva do imperialismo norteamericano para aumentar sua presença militar na América Latina, criando condições para viabilizar sua aspiração de criar uma base militar na tríplice fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai)” .
> PCB
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